Ao consultar em um dicionário o significado da palavra PAZ, encontrei as seguintes acepções: “1.Situação de um país que não está em guerra. 2.Cessação de hostilidades. 3.Tranquilidade pública. 4.Serenidade, sossego. 5.Descanso. 6.Silêncio.”
Ao lê-las percebi que estavam ali itens básicos para o viver bem e que todos os dias as pessoas deveriam consultá-los para lembrar de sua importância e com o tempo salvá-los em sua memória como fazemos com as muitas senhas e condutas que permeiam nossa sobrevivência. Porém, ao pensar mais um pouco, percebi que ao contrário disso, constantemente falamos, ouvimos, pensamos, respiramos a guerra visto que essa está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia.
As guerras entre torcidas, entre políticos, entre emissoras, entre religiões, entre vizinhos, entre parentes etc passaram a ser tão normais que se bobearmos em pouco tempo passarão a ser itens obrigatórios no processo de ensino-aprendizagem.
O pior de tudo são as guerras sangrentas através das quais milhares de anônimos perdem suas vidas sem ao menos terem oportunidade ou tempo de defesa.
Para aliviar, camuflar a falta de ação contra as guerras, de tempos em tempos, geralmente após uma grande tragédia que virou notícia, surgem campanhas e propagandas que enaltecem a paz mas que rapidamente somem ou são ofuscadas em decorrência de notícias que dão mais ibope como as tendências da moda, o nascimento e a morte de ídolos, os reality’s shows ou qualquer outra coisa que não faça as pessoas pensarem no caos humano.
A paz deve ser algo com significado próprio e não comumente antônimo de guerra.
A paz deve ser a solução para acabarmos com todos os tipos de violência.
A paz deve ser um escudo contra os ataques de fogo.
A paz deve ser plantada e cultivada em nossas vidas sempre.
Hoje, “Dia Internacional da Paz” e “Dia da Árvore” é um ótimo momento para plantarmos a paz em nossos corações e ao chegar da primavera que se aproxima, podermos enfeitar esse estado de paz com flores, esperanças e sonhos de um mundo melhor que com o cessar-fogo e a não-violência tornar-se-ão realidade.
Flávia Cardoso
Professora de Língua Portuguesa e Artes
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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